Filosofia para todes: filosofar e ensinar a filosofar a partir do cotidiano

Autores

DOI:

http://doi.org/10.5902/2448065794727

Palavras-chave:

Filosofar, Filosofia Brasileira, Ensino de Filosofia

Resumo

Esse artigo é resultado de projeto desenvolvido em uma instituição federal do sul fluminense que incentiva estudantes do ensino médio técnico a filosofarem a partir de seu cotidiano. Há um senso comum de que não existe filosofia brasileira baseando o ensino de filosofia apenas em teorias escritas por homens brancos europeus. Tendo como centro a pergunta “Qual o potencial do pensamento filosófico para lidar com problemas existenciais e éticos do cotidiano?”, esse artigo tenta romper com o paradigma elitizado da Filosofia hegemônica. O objetivo consiste em apontar para a importância do filosofar para lidar com questões que afetam a vida dos(as) estudantes e da comunidade escolar. Para isso, a metodologia envolve a abordagem da filosofia como modo de vida e da filosofia pop, envolvendo não apenas a pesquisa teórica, mas também a prática do filosofar no cotidiano a partir da observação dos acontecimentos em uma perspectiva interseccional. Assim, pretende-se pensar estratégias para lidar com os problemas do cotidiano da escola a partir do filosofar e contribuir para a valorização da Filosofia na comunidade escolar, haja vista o contexto de ataques a essa área do saber nos últimos anos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Amanda Veloso Garcia, Instituto Federal do Rio de Janeiro

Possui Licenciatura (2012), Bacharelado (2014) e Mestrado (2016) em Filosofia e Doutorado (2021) e Pós-Doutorado (2023) em Educação pela UNESP/Marília. É professora de Filosofia do Instituto Federal do Rio de Janeiro (campus Pinheiral), atuando em cursos técnicos integrados ao Ensino Médio e na Pós-graduação em Educação em Direitos Humanos. Faz parte do Grupo de Estudo e Pesquisa sobre o Ensino de Filosofia (ENFILO - UNESP/Marília) desde 2010 e do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas e Práticas em Educação (GIPPED - IFRJ/Pinheiral).

Referências

CARNEIRO, Aparecida Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Tese (Doutorado em educação). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.

FAUSTINO, Marta. (2022). Filosofia: uma escolha de vida? Hadot, Foucault e a “filosofia como modo de vida” como prática de dissidência e experimentação. Revista Apoena, v. 4, n. 7, 2022. ISSN 2596-1632. Pgs 91-109.

FEITOSA, Charles. (2021). As raízes clássicas da Filosofia Pop: prolegômenos para outras Histórias da Filosofia. Dossiê Leituras Contemporâneas da Filosofia Grega Antiga. Revista Helius, v. 4, n. 1, jan./jun. 2021, pgs. 1–21.

GALLO, Silvio. Metodologia do ensino de filosofia: uma didática para o ensino médio. Campinas: Papirus, 2012.

NOGUERA, Renato. O ensino de Filosofia e a Lei 10.639. Rio de Janeiro: CEAP, 2014.

OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ ́. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.

PALÁCIOS, Gonçalo Armijos. De como fazer filosofia sem ser grego, estar morto ou ser gênio. Goiânia: Editora da UFG, 2004.

TIBURI, Márcia. (2012) Filosofia Pop – Manifesto em 16 teses. Revista Cult. Disponível em: < http://revistacult.uol.com.br/home/filosofia-pop-manifesto-em-16-teses/>. Acesso em 16 de julho de 2025.

VASCONCELOS, Francisco Antonio de. Kwasi Wiredu na visão de Dilleta Mozzato. Revista Reflexões, Ano 7, Nº 13 - Julho a Dezembro de 2018 ISSN 2238-6408.

Downloads

Publicado

2026-02-24

Como Citar

Veloso Garcia, A. (2026). Filosofia para todes: filosofar e ensinar a filosofar a partir do cotidiano. Revista Digital De Ensino De Filosofia - REFilo, 12(1), e14/01–15. http://doi.org/10.5902/2448065794727

Edição

Seção

Dossiê – Pesquisa em cena, Ensino em questão VIII Encontro do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar