Percepção discente e indicadores de desempenho no Enade: uma análise comparativa do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos (2018–2022)
DOI:
http://doi.org/10.5902/2318133895026Palavras-chave:
ENADE; Avaliação da educação superior; Percepção discente; Indicadores educacionais; Gestão de cursos.Resumo
A avaliação da educação superior, no contexto do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, tem no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes um de seus principais instrumentos, cujos resultados subsidiam processos de regulação, autoavaliação e gestão acadêmica. Este estudo analisou a percepção dos egressos do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – campus Sertãozinho, acerca do grau de dificuldade da prova do Enade nas edições de 2018 e 2022, relacionando tais percepções aos indicadores de desempenho obtidos. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritivo-analítica, fundamentada na análise documental dos relatórios institucionais do Enade, com apoio de estatística descritiva e análise de conteúdo. Os resultados evidenciam queda no desempenho médio do curso entre as duas edições, especialmente na Formação geral, acompanhada de aumento da dificuldade percebida pelos egressos nessa dimensão. No Componente específico, observou-se menor percepção de dificuldade em 2022, apesar da redução do desempenho, indicando dissociação entre percepção subjetiva e resultado objetivo. A análise aponta ainda ampliação da heterogeneidade discente no período, refletida na dispersão das notas e na polarização da aprendizagem declarada. Conclui-se que a articulação entre indicadores quantitativos e percepção discente constitui estratégia relevante para a avaliação educacional e para a gestão do curso, oferecendo subsídios para o aprimoramento do projeto pedagógico e para o planejamento de ações formativas voltadas às próximas edições do Enade.
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